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Amarei
Amarei meus olhos que verão os campos As águas que dessem colina abaixo O gado manso a pastar o pasto
Amarei sua companhia de aurora a aurora O cão que ladra, a ave que voa e a formiga que tosa O pão na mesa seja ele como for
Amarei o manso e o bravo Em tempos bons ou ruins Terei nos olhos amor paterno E amarei o amor em fim
Amarei a morte que chega, a vida que termina E o ser na presença divina E quando nada puder amar mais Eu amarei o barulho do vento soprando nos trigais.
Sábado, 24 de janeiro de 2004.
Autor – poeta:
Gilmar Batista
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